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PLANETA
DESCONHECIDO
A
SURPRESA
FORÇA
DESCONHECIDA
Por Armando de Oliveira Caldas
Baixos, altos, cabeças redondas ou afuniladas, de ambos os sexos compõem
o cenário. Altas e belas montanhas parecem proteger magníficas instalações.
Dois sóis e quatro luas fornecem claridade quase constante, mantendo
clima agradável e confortante.
Águas cristalinas, jardins e o colorido das vestimentas propiciam espetáculo
a parte.
Bem, a finalidade desta visita não é turística, portanto deixemos de
lado a beleza do astro. Nosso objetivo é participar de uma aula no Ensino Avançado
2800, Região Geográfica 500 do Hemisfério Sul. Especializado no conhecimento
de planetas do setor 970.
No vasto salão, repleto de equipamentos, os alunos dispostos em fileiras
de assentos aguardam o início.
Num piscar de olhos são transportados para a dimensão da realidade
virtual. Flutuam pelo espaço, em fração de segundos alcançam estrelas e
planetas. Observam a vida em cada um, enquanto explicações parecem vir do
escuro sideral:
--- Este tem o nome Talanto, no idioma nativo. Logo deverá fazer parte
da Federação, já começaram os primeiros contatos. Vejamos seus habitantes e
o modo de vida.
Assim, um após
outro, o processo se repete. Por vezes, durante comentários demorados as
viagens se prolongam no infinito imaginário. Astros inabitados, mas em condição
de suportar a vida também são mostrados.
Catalogado no superprocessador, a regra da existência para integrar o
grupamento superior é única. Para participar, o avanço tecnológico se
evidencia, mas muito mais importante é o alcance do nível da convivência
interna.
A voz, sempre presente, continua:
--- A vida é dádiva celeste. Durante sua permanência no
corpo, a absorção do conhecimento é fator primordial para o aprimoramento do
espírito. Este fará parte do todo e se associará à inteligência universal.
Princípio básico para o acolhimento em nosso meio.
--- E quanto às espécies não incluídas? Perguntou um dos ouvintes.
--- Caso estejam em estágio primitivo, apenas são considerados em evolução.
Por outro lado, detendo alta técnica, acima das fases iniciais, mas
continuando individualistas e mantenedores de práticas primitivas, permanecerão
isolados.
Nesta visão de vários mundos, conhecerão violência, absurdas guerras,
genocídios, má distribuição da produção, fome, miséria e outras
arbitrariedades. Planetas que apresentam algumas dessas situações dificilmente
farão parte da Federação. Sempre os visitamos, apenas para observá-los,
nunca para contatar seus habitantes. Se tentássemos, provavelmente procurariam
nos destruir. Estão classificados de 1 a 10, quanto ao grau de aceitação.
Dentro do setor 970, duzentos se enquadram no grupo de indesejáveis, cotados na
posição seis para oito. Talanto já atingiu o grau nove.
Recentemente encontramos um pequeno mundo, com capacidade técnica
bastante elevada. Já enviam sondas espaciais e logo estarão chegando a alguma
estrela. No entanto, quanto a sociedade, ficamos horrorizados com o que vimos,
tantas as barbaridades, é o único de cotação UM.
--- UM! Deve ser monstruoso o que lá acontece. Gostaria de vê-lo.
Comentou alguém da seleta platéia.
--- Então vamos até lá. Fica bem próximo do espaço intergalático na
área branca do nosso setor. Sua estrela cobre nove planetas, é o terceiro das
órbitas e único habitado.
A viagem demora alguns instantes. De repente uma brilhante estrela surge,
mostrando sua família. Um bonito astro azul se agiganta, povo e belas paisagens
negam as palavras do professor.
--- Mas tudo é muito bonito Professor. Casas e prédios elegantes, belíssimos
campos, músicas, pessoas se divertindo.
--- Espere um pouco, estamos chegando num planeta de contrastes.
Dissimulação, omissão, falsidades imperam e comandam as massas. A
maior parte da evolução técnica provém da ganância de lucros.
Enquanto o professor apresenta informações, estas parecem não coadunar
com cenas do cotidiano. Afinal, divertidos jogos, músicas, festas, belas praias
lotadas e muito mais, não combinam com as afirmações.
Antes que interpelassem, são direcionados para moderno e atraente local.
Sólida construção, de linhas arquitetônicas invejáveis
salientando-se sobre uma região árida. Guardas uniformizados, veículos
militares e aparatos de segurança controlam a entrada das pessoas. O grupo não
se detém, atravessa pavilhões sem maiores atenções, alcança um elevador e
desce. Alguns instantes depois, à
frente deles, num gigantesco cômodo, encontram inúmeros cilindros com frentes
ovais e propulsores na parte traseira.
Os estudantes olham aqueles grandes tubos indiferentes, sem entenderem o
significado da visita. Alguns segundos de silêncio e a voz do professor:
--- Sabem o que são?
--- Naves individuais? Respondem perguntando.
--- Não! São armas, são bombas desintegradoras suficientes para destruírem
toda vida deste planeta. Dominam o átomo, mas ao invés utilizarem-no para o
bem, noventa por cento da sabedoria se destina para o que estão observando.
Verão daqui para frente o outro lado dos humanos.
O horror desfila diante dos olhares apavorados. Droga e seus efeitos,
banditismo, miséria e a fome; guerras, ataques aéreos, extermínio de
semelhantes e massacres; má distribuição da produção, ganâncias, manipulações
financeiras; desrespeitos às leis, ao Criador e muito mais.
Diante do que viam, a aula se tumultua, tanto, que o líder interrompe:
--- Professor, gostaríamos que encerrasse o assunto, o que vimos já é
suficiente. Se fosse possível mudaríamos a classificação, merecem grau
inferior a UM.
--- Antes de desligar, diga-nos o nome desse mundo.
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Por Armando de Oliveira Caldas
Estava irritado com os solavancos e com os estragos que
provavelmente causavam ao meu veículo. Arrependido de ter saído de casa,
procurava me acalmar. Estava nessa tensão, quando de repente, senti-me leve, as
rodas pareciam não sofrer atrito, a minha frente descortinava-se uma muito
larga rodovia com seis vias.
Atônito, sem saber o que estava acontecendo, continuei a
dirigir. Pensava:
--- Talvez fizeram uma nova estrada. Faz tempo
que não vou a Poços.
Meu carro era o mesmo. A gasolina estava na reserva,
precisava encontrar um posto para abastecer.
Enquanto visualizava o
panorama, começava a ficar assustado, construções bastante estranhas
margeavam o caminho. Placas com nomes de lugares que nunca havia ouvido falar. O
asfalto perfeito parecia um tapete macio. Autos passavam em incríveis
velocidades. O que via era espantoso, portanto devia estar sonhando.
Por várias vezes bati no meu rosto. Olhava o velocímetro e
via que estava marcando cento e vinte, no entanto todos me ultrapassavam.
Como não encontrava nenhuma construção que se parecesse com
um Posto, parei no primeiro lugar mais ou menos semelhante.
Mal saíra do veículo, voltei
apavorado. Ia ligar a chave, mas algo me alcançou. Uma bola no formato de um
olho, levitando se aproximou e uma voz saindo dela me perguntou:
--- Deseja alguma coisa?
Não sabia o que dizer. Com
medo, mas curioso, respondi com outras perguntas:
--- O que está acontecendo?
Renovaram a estrada? É um sistema moderno que foi instalado?
--- Você está no sistema viário
sul. Já foi criado a duzentos
anos. O sistema não é moderno, é uma das poucas vias de superfície.
--- Preciso de gasolina, como
posso obter?
--- Gasolina? Já
foi extinta,
só é utilizada como solvente nas indústrias.
--- Estou muito confuso. Disse-me que ha duzentos anos já
existe a rodovia! Agora, que não existe mais gasolina! De onde vim ainda hoje,
ela se encontra em qualquer lugar.
--- Não é possível. Existe algo errado. A única explicação
é você ter entrado numa dobra do tempo e está agora em 2.316. É raro
acontecer, mas é a terceira vez que isto ocorre neste lugar.
Mais calmo, conversando com aquilo como se fosse uma pessoa,
acabava por dar conta do que havia acontecido. Então havia entrado no futuro,
mas como?
--- O que aconteceu aos outros?
--- Que saiba, depois de algum tempo
desapareceram simplesmente, talvez tenham voltado ao lugar de origem.
--- Meu dinheiro deve ser diferente
agora, como vou sobreviver?
--- Procure na próxima cidade o CNA.
--- CNA? Não tem
como conseguir mesmo um pouco de gasolina?
--- CNA quer dizer Centro Nacional de Assistência.
Quanto a gasolina, temos um pouco para outros fins, vou abastecer seu veículo.
Quando saí daquele local, estava consciente do que havia
acontecido, portanto mais nada me surpreenderia.
Não demorou, vislumbrei a grande metrópole. Acompanhei
moderníssimos transportadores, seguindo-os até o centro, mas não rodei
muito, logo um olho me mandou parar:
--- Você está poluindo o ambiente, não pode dirigir com seu
carro.
Estava adivinhando. Parei
num local que me pareceu próprio e continuei a pé. Perguntando para
transeuntes cheguei ao CNA.
Entrei no local, pensava encontrar lotado, mas estava vazio.
No piso vitrificado uma seta indicava a direção a tomar, a segui e acabei
ficando frente a um visor. Logo uma voz me orientou:
--- Coloque a mão sobre a placa a sua direita.
Atendi, meu rosto apareceu no visor a minha frente.
E a voz que vinha daquele sistema continuou:
--- Conte toda sua história,
sem omitir detalhes.
Contei tudo que havia me acontecido pensando que não iria receber
qualquer ajuda.
Terminada a narrativa,
apareceram pessoas
para me receber. Sem
mostrarem nenhuma perplexidade me fizeram passar por uma triagem completa,
recebi dinheiro plástico, alimentação e um tipo de relógio para me comunicar
com o Centro em caso de necessidade. Bem a vontade, conversei com aqueles
atendentes da época, chegando a familiarizar-me com alguns deles. Foi então
que fiquei sabendo: O Brasil liderava as Nações, éramos o País mais rico, a
pobreza praticamente não existia. Viajávamos pelo espaço, trazíamos minérios
de asteróides e possuíamos naves que se dirigiam para as estrelas. Os Estados
Unidos e a Europa haviam entrado em decadência devido a preconceitos internos.
A união racial do nosso dera certo, tanto que o próprio centro raramente era
utilizado.
Naqueles dias vivi numa época ainda não sonhada, ganhara uma
segurança muito grande.
É verdade que ninguém me dá
fé quanto faço esta narrativa, mas a realidade é que passei por tal experiência.
Como voltei?
Estava já me
habituando com a estranha
modernidade, quando certo dia resolvi procurar meu carro. Encontrei-o no mesmo
local. Foi apenas entrar dentro dele e colocar a mão sobre o volante para tudo
se dissolver. Vi-me novamente na estrada esburacada e muita conhecida, no mesmo
local onde tudo havia mudado.
Não continuei o caminho, retornei o carro e voltei para minha
casa.
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Por Armando de Oliveira
Caldas
Sentados sobre a pedra que lhes servia de poltrona, observavam o filho,
que nos seus quatro anos, sequer poderia imaginar o sacrifício deles para que
sobrevivesse. Atrás, a gruta, que
lhes servira abrigo e que se transformara em casa, verdadeira fortaleza.
Joab por muitas vezes acordava sobressaltado, pesadelos acompanhavam seus
sonhos. Não conseguia tirar da visão as horríveis cenas.
Não conseguira nada salvar, nenhuma ferramenta, por mais rudimentar que
fosse, mal teve tempo de acudir a esposa e o menino.
Há tempos estavam naquele
lugar, as roupas transformaram-se em trapos, a ponto dos órgãos genitais
ficarem a mostra. A esposa partilhava do sofrimento, também fora uma cientista
e trabalhara com o marido no Centro de Pesquisas Biológicas. No mesmo local a
criança, na ala de manutenção infantil, recebera excepcionais cuidados.
Depois de anos desenvolvendo análises, por merecimento, obtiveram um período
de folga, que aproveitaram para conhecer outros lugares. Estavam em viagem
quando a catástrofe aconteceu.
--- Joab, o que será
de nossa vida? Perguntou Calima.
--- Estamos presos, temos que nos acostumar. É o reinicio. Cometemos
grande erro, fomos longe demais.
--- Agora é tarde para lamentações. Ainda temos a felicidade de
estarmos vivos, ELE nos poupou.
Estamos conseguindo nos manter, mas sem panela, sem nada para cozinhar o
alimento, é muito difícil. Comentou a moça, com o semblante tristonho e
marcado pelo sofrimento.
Joab, pensativo como sempre, com olhar fixo no horizonte, ouviu a esposa
e observou:
--- Você tem razão, fico perdido em divagações e acabei esquecendo de
improvisar meios para uma melhor sobrevivência.
A terra ainda está muito úmida, acredito que deva encontrar argila própria
para fabricarmos alguns objetos. Amanhã vou procurar.
Nesse meio tempo, Luti, vendo um pequeno réptil saltitante, correu para
a mãe e os três adentraram pela grande formação rochosa, onde o fogo obtido
pela fricção de pedras mantinha-se aceso.
No dia seguinte, um sol alegre acalentava a fria manhã. Joab munido de
um saco de fibras vegetais colocou-se a caminho, vasculhando áreas próximas.
Como não encontrava o material, foi embrenhando-se rumo ao que lhe era
desconhecido. Pela primeira vez se afastava tanto do abrigo, depois de quase
dois anos.
A solidão, o silêncio quebrado apenas pela brisa ou por raros pássaros
foi lhe permitindo ouvir aos poucos o barulho longínquo do mar. Isto lhe fez
esquecer seu objetivo e caminhar na direção do murmúrio. Andou muito, sempre
cuidando de marcar a direção de sua “casa”.
Várias horas o distanciavam da família, quando, após subir uma colina,
avistou extensa praia e o oceano a perder de vista, mais ainda, sob tosca
cobertura perto das águas, dois homens e duas mulheres.
Apressou-se e, correndo foi na direção do grupo. Extenuado, agitado,
quase não crendo no que via gritou:
--- Sou Joaaab! Quem são vocês?
O grupo, sobressaltado, olhou
para aquele homem seminu que parecia desequilibrado, depois o mais velho
respondeu:
--- Acalme-se homem. Sou Gotan, este é Java. Aquela é minha filha
Savina e a outra é minha esposa Judi.
Judi, vê se encontra algo para este homem vestir!
Mais aflito do que as pessoas que encontrara Joab quase não se continha.
Até então, imaginava não haver mais ninguém.
Apreensivo, mas já mais descontraído pela boa acolhida, vestiu
indiferentemente as roupas um pouco melhores e perguntou:
--- Como conseguiram se salvarem?
--- Talvez da mesma forma que você, depois de muito sofrimento.
--- Já encontraram outros? Voltou a perguntar o cientista.
--- Não. Vasculhamos a região,
se existiram cidades por aqui, foram engolidas. Nem escombros, fizemos até uma
pequena embarcação com pedaços de madeira. Até onde fomos, tudo está
deserto, voltamos então e resolvemos acampar neste lugar. Éramos agricultores,
assim, por sorte, tivemos a idéia de mantermos algumas sementes que plantamos
mais acima. Estamos sobrevivendo com peixes, frutos do mar e um pouco de
cereais. Mas o que o fez nos encontrar?
--- Saí para procurar uma boa argila para fazer objetos de cozinha,
andei muito, depois de horas comecei a ouvir o mar e resolvi continuar.
Não posso deixar minha mulher e filho sozinho, vou voltar e os trarei,
juntos poderemos pensar melhor.
Estava escuro quando entrou pela abertura das pedras. Calima, aflita,
correu e abraçou o marido, sua única esperança naquele mundo desconhecido.
--- Joab, o que aconteceu? Porque demorou tanto? Pelo jeito, nada trouxe.
--- Você não vai acreditar! Encontrei uma
família de sobreviventes, me deram até roupas para vestir. Pretendo
levá-la para conhece-la. Tenho esperança
de juntarmos força para enfrentarmos nosso destino.
Calima ouviu a informação, seu rosto, no lusco-fusco fornecido pelas
chamas se modificou, a apatia e tristeza desapareceram, os olhos brilharam e um
sorriso moldou a linda face da jovem. Daí então, especulou tanto o marido, que
após algum tempo lhe disse:
--- Estou muito cansado, andei muito, amanhã continuaremos a conversa.
Preciso recompor as forças, você também precisa descansar para podermos
chegar lá.
O casal não esperou, mal o novo dia chegou, se revezando com o filho e munidos de alimentação seguiram na direção do mar.
Iniciava-se o primeiro núcleo humano.
A natureza não mais
fustigava o homem, pelo
contrário, lhe oferecia todas as condições para a existência. Riachos próximos
jorravam água cristalina. Animais domésticos desgarrados apareceram.
Embora até então pensassem estarem sós, outras vidas foram chegando e
aos poucos uma pequena vila se formava.
Meses depois, Joab chefiava a pequena comunidade, se é que assim pudesse
ser chamada. Não passavam de cem, mas já era um bom início, embora não
dispusessem de qualquer bem que a antiga ciência lhes concedera.
Sobreviventes da natureza em fúria; no torvelinho que parecia interminável,
beberam água suja; na fome, comeram raízes e restos orgânicos, mas a
calmaria veio e o sol
brilhou novamente. Apenas cinco crianças em meio a maioria jovem. Idosos,
apenas Gotan, a esposa e mais dois outros.
Nunca mais veriam aviões, navios ou veículos a correr em estradas bem
feitas. Toda técnica desaparecera. Nenhum objeto, mesmo pequeno, que pudesse
lembrar o dia a dia de suas vidas fora resgatado. Haviam voltado no tempo e como
animais, se debatiam procurando um habitat.
Mais sobreviventes não encontraram.
Quanto mais se esforçavam, percebiam dificuldades, sentiam-se pesados. Não
possuíam meios para saírem daquele lugar, a não ser com os próprios pés.
Debalde esperar ajuda, os anos se passaram, por fim tiveram plena consciência
de que estavam sós, num mundo novo.
Joab e alguns poucos sabiam que a natureza fora implacável, que a
civilização se extinguira.
Há tempos esperavam a queda do grande asteróide.
A ciência julgava possuir meios para detê-lo. O planeta ficou
dilacerado e a bipartição do astro sufocou a sabedoria humana. O imenso bloco
se incorporara ao globo, a ponto de proporcionar aumento gravitacional. Era este
o pensamento de Joab, que passava horas observando o mar, enquanto sua mente
caminhava para uma explicação do fenômeno. Sentia-se culpado, crédulo de que
uma força muito grande, indignada com o que estavam fazendo viera interromper
os passos da ciência. Arrependia-se de haver participado da criação de muitas
aberrações com a utilização de cobaias humanas. Na sua cabeça uma certeza,
Atlântica e Lemúria não mais existiam e com elas o restante dos domínios.
Deus, não estava satisfeito
com sua criação, vendo que os homens se dispunham a tentar igualá-lo
resolvera por um fim na humanidade, limpando a TERRA de toda técnica. Assim o
homem retornou ao princípio, mas parece que novamente tende a cometer o mesmo
erro.
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