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GRUPO DAS "4"
Bem vindo, conheça nosso trabalho.
Somos um grupo de pessoas que gosta de literatura e artes em geral.
O Grupo das "4" não é uma academia, tão pouco uma organização de intelectuais. É formado por homens, mulheres e até crianças. Também não existe discriminação de raça, cor, religião ou grau de conhecimento.
Mensalmente cada um expõe o que vai na alma: lendo, declamando, cantando ou executando um instrumento.
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Bloger de Armando Caldas Escritor
TEXTOS NOVOS EM FICÇÃO CIENTÍFICA-12-13
CONTEÚDO -JANEIRO-2010
FEVEREIRO -2010
DATAS DO MÊS
22-02 - ANIVERSÁRIO DE ANDRADAS
16-02 - CARNAVAL
17-02 - QUARTA FEIRA DE CINZAS

A NATUREZA E O HOMEM
A Terra já completou mais de 4,5 bilhões de anos. Estamos presentes
numa parcela insignificante de tal período. Infelizmente nossa presença não
tem sido benigna para mantê-la dentro da estabilidade. Podemos nos considerar
como predadores.
A princípio o homem apenas usufruía os frutos, dos peixes, pouco
alterando o clima, mas sua inteligência lhe dizia que poderia ter muito mais.
Cortou matas, levantou cidades e mais cidades, porém esqueceu de repor o que
utilizava. Derreteu as pedras e delas fez veículos e uma enorme variedade de
objetos.
Com o dinheiro sempre falando mais alto não se importou em continuar sua
tarefa destruidora. Não respeitou limites e fez
dela um grande laboratório, extraindo sua vitalidade.
Com isto o planeta está doente. As catástrofes acontecem: terremotos,
inundações, derretimento das geleiras e a situação vêm fugindo do controle.
Se ainda existe tempo ele tem de ser dedicado a sanar os estragos
causados. Quem sabe o plantio de árvores em todas as partes do mundo possa
amenizar conseqüências futuras. O que se faz ainda é muito pouco.
As previsões para 2012 podem não passar de tolices sobre o fim de nosso
tempo, ou fim de ciclo, mas requer algumas reflexões. Por outro lado este tipo
de comentário geralmente é alarmista da mesma forma que aconteceu na mudança
do milênio. Contudo os acontecimentos que vem assolando a humanidade podem
levar a crer que haja algum fundo de verdade. Porém, particularmente descarto
tais previsões.
Pelas estações do ano é possível sentirmos que elas parecem não
estarem ocorrendo da mesma forma que em tempos anteriores.
O que devemos pensar é que se tudo continuar a piorar, que realmente
estejamos em colapso, não teremos outro lugar para viver, pois o mundo é o
nosso lar. Neste caso não adianta sabermos que muitos “sóis” abriguem
planetas semelhantes ao nosso, o que por enquanto não deixa de ser uma
fantasia. Assim, a preservação do que nos resta é de importância vital.
Políticas ambientais muito sérias devem ser colocadas em prática o quanto antes, não há mais tempo a perder.
UM CONTO
Por Armando de Oliveira Caldas
--- Sabe amigo vou lhe contar uma história.
Escute-me, não me interrompa.
Miguel vira-se para ele e coloca-se a escuta. João com ar de entendido
ajeita-se e continua:
--- Quando era criança, meu mundo era fantástico, uma verdadeira fábula,
tudo podia acontecer. Imaginava viagens no espaço, cinema em casa, transportes
sem esforços e confortos nunca vistos.
Pois é, a realidade viria mostrar que minha fértil imaginação estava
apenas em parte certa.
Na minha construção tecnológica o mundo seria uma maravilha, com pouco
trabalho as pessoas ganhariam renda. O simples homem deixaria a enxada, passaria
a apertar botões e receberia o necessário para uma vida tranqüila e feliz.
Quanta decepção!
As máquinas foram chegando, os robôs fazendo o trabalho e o HOMEM EXCLUÍDO.
O amigo ao lado atento àquela lengalenga concorda com a cabeça e João
continua:
--- Espere! Ainda não lhe disse nada. Ouça o que vou lhe falar.
Fui gerente de Banco por muitos anos. Lidei com os donos do dinheiro e
nunca o tive, o que não me entristece, afinal consegui criar minha família.
Mas não é sobre isto que quero comentar e sim sobre a sociedade. Veja o
desemprego, a luta desenfreada de moças e rapazes a procura de um lugar ao sol.
Oportunidades cada vez mais difíceis, sempre se exigindo mais. Isto não
acontecia na minha mocidade. Era até comum alguém dizer para um desocupado:
“vai trabalhar vagabundo!”
Então que mundo é este?
Se alguém não possui recursos para cursar uma faculdade, para melhorar
co conhecimentos, é marginalizado? Não há segurança, não há perspectiva, não
há futuro.
Por que isto?
Miguel olha para o amigo e balança a cabeça e este retoma a palavra:
--- Simples, muito simples. É a monopolização de todos os itens da
produção.
Do jeito que vai indo chegará um dia onde não existirão compradores,
deve ser isto que as grandes empresas visam.
A sociedade rica tem péssimo hábito, deixa sempre para as autoridades
resolverem. Mas não é bem assim, os milagres não ocorrem.
O que gera realmente a riqueza é a distribuição de rendas e recanalização
delas. Se a população compra em grande quantidade o lucro aparece e o volume
monetário cresce.
Agora que as fábricas e a própria área rural cortaram empregados, como
fazer para que o dinheiro chegue a tão grande parcela da humanidade?
Não será solução os subempregos. A continuar
esta linha de conduta o próprio dinheiro poderá perder o valor.
Miguel olha um tanto assustado e balança novamente a cabeça, mas João
não se detém.
--- Absurdo? Nem tanto, para uma mudança basta não acreditar nos
economistas, tão falhos como qualquer pessoa. Quanta força de trabalho se
perde, quanto lucro se esvai.
Miguel novamente gesticula, interrompe e João continua:
--- Que lucro é este? Você não sabe?
É simples, incentivo ao trabalho, seja qual for via gerar produção e aí
está a resposta.
No entanto é triste ver políticos e manipuladores de massa se
direcionarem apenas para o pessimismo, incutindo formas negativas de pensar. Na
ânsia do poder apenas procuram parâmetros que deveriam ser menos evidenciados.
Assim será impossível querer-se uma total união de idéias direcionadas para
o bem co Brasil.
Miguel, o atento ouvinte, lhe faz um sinal.
--- Você quer saber sobre as máquinas? Diz que o que estou falando é
apenas sonho?
Bem, ocorre que se continuar assim até grupos privilegiados aos poucos
se extinguirão. Já estão acontecendo, não raro falências assolam grandes
potenciais econômicos.
As pessoas encontrarão formas artesanais para se manterem, o dinheiro
circulante diminuirá cada vez mais e conseqüentemente a venda de produtos
manufaturados. Unindo problemas energéticos criados pela escassez natural d´água
aos desvarios da ganância de
grupos o Homem sem recursos, que poderá compor a maioria regredirá e o arcaísmo
será generalizado.
O amigo novamente o interrompe gesticulando, Jão entende e responde:
--- Pena que você não possa se expressar, é mudo como tantos outros.
Miguel mostrou-se aborrecido abrindo os braços gesticulando.

Andradas –01/01/2010

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(Idaildo Henrique Prado)
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Atualização 01 -julho - 2009